quarta-feira, 2 de março de 2011

Mano Menezes

Em 2000, quando assumi como Vice-Presidente de Futebol, recebi um telefonema de alguém chamado Mano Menezes, dizendo ser treinador de futebol e que conhecendo o trabalho que estávamos começando, gostaria de trabalhar conosco.


Confesso que não conhecia o Mano. Pedi que me enviasse um currículo, mas que não me ligasse mais. Que endereçasse o currículo à Vice-Presidência de futebol, para mim.


Quando examinei o material enviado, pedi ao Prof. Medina que incluísse o nome do Mano entre os profissionais que selecionaríamos para trabalhar como treinador do juvenil.


Cabe explicar que a entrevista para treinador seguia um roteiro que montamos (eu e Medina) e que serviu de critério para as escolhas que fizemos.


O Mano deu um show na entrevista.
Quando conversamos com ele e (até um pouco constrangidos) explicamos que a vaga que tínhamos era para o juvenil, ouvimos dele que já havia dito que queria trabalhar conosco. Não importava a categoria, nem mesmo a remuneração, pois ele tinha convicção que esta fase seria importante na sua carreira.


Em 2000 ele fez um excelente trabalho, fortemente alinhado com nossa filosofia de trabalho.


Durante o ano de 2001, não tivemos dúvidas quando decidimos promovê-lo à categoria junior.


Evidentemente que  a afinidade com a nossa filosofia de trabalho era e continua sendo o que mais me entusiasma e faz com que vibre com o sucesso do Mano Menezes. Mas jamais esquecerei a convicção com a qual ele defendeu a contratação de um atleta paranaense que tinha visto junto com o nosso diretor João Antônio Pancinha Costa em um torneio no centro do País. Tamanha era a convicção e insistência deles que acabamos fazendo a contratação que contarei oportunamente. O nome do atleta era Nilmar.


Em 2002, quando saímos da gestão, ele foi dispensado. Afinal, como dizem alguns, o vestiário estava "vazio".


O restante da história do Nilmar e do Mano Menezes não precisam ser contadas aqui. Todos conhecem.


Conhecendo esta história, meu amigo Eduardo Tega caricaturizou um pouco e escreveu a matéria que está no link abaixo e vale a pena ser lida.


http://cadernodecampo.com/2009/07/03/sobre-herois-e-viloes-do-nosso-futebol/


Fernando Miranda

Um comentário:

  1. Marcello Generosi4 de março de 2011 14:37

    O mito do vestiário vazio: e onde estavam, por exemplo, Nilmar, Daniel Carvalho, Diogo Rincon e Renan? Esqueceram que estes atletas da base foram vendidos porque tiveram seus contratos renovados no tumultuado período da Lei Pelé?

    Graças a alguma espécie de miopia, não perceberam os jogadores que, aqui do lado, o Gremio perdeu de graça.

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