Os anos que antecederam nossa gestão foram difíceis.
O rompimento com a estrutura existente exigiu o enfrentamento de situações inacreditáveis.
O SUMIÇO da fita de determinada reunião do Conselho Deliberativo foi uma delas.
Hoje, até acho engraçado. Mas naquela época...
Ao ler esta matéria, não pude deixar de lembrar do meu grande e saudoso amigo Amaury Silveira.
Mais adiante vou escrever sobre ele. Neste episódio a grande preocupação dele era me proteger e evitar minha exposição. Naquela época eu realmente não aceitava. E acho que se acontecesse novamente, reagiria da mesma forma.
Evidente que situações como esta (e outras que irei relatar uma a uma) criaram, para mim, diversas áreas de atrito. Mas não imagino que conseguríamos romper com a forma que o clube era administrado se não enfrentássemos com determinação situações como esta, que por muitos era considerada "normal".
Aceitar situações como esta seria fazer o papel do INOCENTE ÚTIL. Aquele à quem não podemos culpar pelo que está acontecendo, mas que é útil na medida que acaba validando a prática de procedimentos inaceitáveis.
Tudo isto me valeu o rótulo de RADICAL. Na medida que ser radical signifique se aprofundar até alcançar a raíz das questões, sou obrigado a concordar.
Fernando Miranda
O objetivo deste site é contar a história do movimento INTER 2000, sob o meu ponto de vista. O movimento INTER 2000 foi fundado em 1993 e dirigiu o Sport Club INTERNACIONAL no biênio 2000/2001. Serão publicadas postagens periódicas contando episódios e/ou apresentando comentários a respeito de meu relacionamento com o clube que se confunde com a história do movimento. As postagens NÃO seguirão ordem cronológica. Fernando Miranda, FEV/11.
Mostrando postagens com marcador Conselho Deliberativo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conselho Deliberativo. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O novo estádio
Em 2001, em torno de setembro, recebi (como Presidente do clube) uma proposta para que o Internacional construísse um novo estádio.
Estudamos o primeiro contato e nos manifestamos dizendo que, como estávamos no final do mandato, nos limitaríamos a levar ao Conselho Deliberativo, desde que a proposta contemplasse dois pontos básicos:
- A Demolição do estádio Beira-Rio só teria início após a conclusão do novo estádio (a idéia era a construção na mesma área do Beira-Rio);
- A construção do novo estádio só teria início após a conclusão do centro de treinamento que seria projetado pelo clube e construído sem ônus para o Internacional.
Aceitas estas condições, pedi que os proponentes viessem à Porto Alegre apresentar à líderes do Conselho Deliberativo a proposta para que analisássemos a viabilidade de apresentação da proposta.
Convidei, na véspera, diversos líderes do Conselho para reunião no Beira-Rio, no dia seguinte 8:00h, para tratar de assunto de interesse do clube. Por questão estratégica não disse o assunto. E pedi que a reunião não tivesse divulgação.
Acredito que todos convidados foram à reunião.
Quando cheguei ao Beira-Rio a imprensa estava presente e me perguntavam se eu buscava um "acordo" para as eleição que se aproximava.
Feita a apresentação, fizemos uma entrevista coletiva para explicar a razão da reunião.
A primeira pergunta foi sobre a razão pela qual eu queria "destruir" o Beira-Rio.
Expliquei que a idéia era de construção e não de destruição...
As manifestações políticas que se seguiram, em minha leitura, inviabilizaram que o clube levasse adiante nas décadas seguintes aquele encaminhamento.
Mas tenho certeza que cumpri o meu dever na condição de Presidente.
Continuo acreditando que a necessidade dos dias de hoje de um estádio que gere receita o ano todo (e não apenas em dias de jogo) necessita a construção de um novo estádio. Esta convicção está baseada em:
- As alterações arquitetônicas necessárias, para este foco, são muito importantes e, certamente, implicariam em custo extraordinário para alterar uma estrutura que não foi concebida para este fim, há 50 anos!
- As necessidades de manutenção da atual estrutura são consideráveis;
- O clube não tem nenhuma obrigação ou necessidade de alinhar sua estratégia com a realização da Copa do Mundo.
- A construção de um novo estádio pode trazer como ganho adicional a presença de um parceiro que administre a operação do estádio e a geração de receita para qual esta estrutura seria projetada, liberando o clube desta atividade que está longe de ser sua atividade fim. Para isto o Internacional jamais abriria mão de parcela considerável desta receita que seria muito maior do que a que existe hoje.
Fernando Miranda
Matéria da época enviada pelo meu amigo Tiago Issa
Assinar:
Postagens (Atom)

