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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Fita do Conselho Deliberativo

Os anos que antecederam nossa gestão foram difíceis.
O rompimento com a estrutura existente exigiu o enfrentamento de situações inacreditáveis.
O SUMIÇO da fita de determinada reunião do Conselho Deliberativo foi uma delas.
Hoje, até acho engraçado. Mas naquela época...

Ao ler esta matéria, não pude deixar de lembrar do meu grande e saudoso amigo Amaury Silveira.
Mais adiante vou escrever sobre ele. Neste episódio a grande preocupação dele era me proteger e evitar minha exposição. Naquela época eu realmente não aceitava. E acho que se acontecesse novamente, reagiria da mesma forma.

Evidente que situações como esta (e outras que irei relatar uma a uma) criaram, para mim, diversas áreas de atrito. Mas não imagino que conseguríamos romper com a forma que o clube era administrado se não enfrentássemos com determinação situações como esta, que por muitos era considerada "normal".

Aceitar situações como esta seria fazer o papel do INOCENTE ÚTIL. Aquele à quem não podemos culpar pelo que está acontecendo, mas que é útil na medida que acaba validando a prática de procedimentos inaceitáveis.

Tudo isto me valeu o rótulo de RADICAL. Na medida que ser radical signifique se aprofundar até alcançar a raíz das questões, sou obrigado a concordar.

 Fernando Miranda

sábado, 12 de fevereiro de 2011

JARBAS LIMA


P3 – 11/2/2011


O Dr. Jarbas é uma daquelas pessoas com quem cruzei durante a vida e fizeram ter mais certeza da importância dos valores de retidão que aprendi com meu pai.
Desempenhou papel fundamental ao aceitar concorrer à presidência. Isto só ocorreu porque eu insisti muito uma vez que ele trabalhava para me eleger e queria que eu concorresse. Sobre o episódio do lançamento de sua candidatura falarei em outra (s) oportunidades pois há passagens memoráveis, especialmente a do regisro da nossa chapa.
A sua postura corretaíssima e de "magistrado" como pediam alguns luminares integrantes da (então) situação (muitos disfarçados de oposição) foram fundamentais para que o clube avançasse e começasse um processo histórico de mudança que, em minha opinião, foram de grande importância para a instituição.
Acredito que sem a contribuição do Dr. Jarbas, jamais teríamos a oportunidade de iniciar o processo que iniciamos em 2000/2001 de resgate da credibilidade, da capacidade de investimento e da identidade do clube.
Sua saída, por razão de saúde, antes do final de 2000 deu margem à muitas versões. Entre elas a de que havíamos (eu e ele) "brigado". Nunca esqueci a frustração de alguns defensores desta tese, alguns anos mais tarde, quando compareceu à votação de uma eleição para presidência do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, declarando para quem quisesse ouvir que lá estava porque eu havia pedido e que gostaria que acabassem com este boato que havíamos "brigado".
Sou muito agradecido ao Dr. Jarbas Lima. Na minha visão o Internacional também deveria ser.
Quando se fala do episódio da "fotografia do Miranda" na galeria de ex-presidentes, sempre digo que uma das condições para que isto aconteça é a presença da foto de todos os presidentes que me antecederam. E, até onde sei, falta a do Dr. Jarbas.
Apesar do curto tempo de convivência, aprendi muito com o Dr. Jarbas.
Escolhi um fax que enviei para ele em 27/junho/2000.
Éramos criticados por todos os lados. Muitas vezes de forma desrespeitosa. Mas mantínhamos sempre a linha que tínhamos combinado e era a única permitida por nossos princípios.
Na véspera, tivemos uma reunião do Conselho Deliberativo e um conselheiro (evitei de mostrar o nome para evitar polêmicas desnecessárias, e porquê REALMENTE é irrelevante) pediu a palavra e disse que nossa diretoria falava muito em ética e moral, mas no futebol a gente precisava "flexibilizar" este conceito. Naquele momento tive mais certeza da correção do caminho que estávamos trilhando.
Fernando Miranda